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Último Reduto

O pensamento é o meu refúgio, o último reduto daquilo que sou.

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O pensamento é o meu refúgio, o último reduto daquilo que sou.

Importa esclarecer qual o papel da TAP no interesse nacional

Avião da TAP no Aeroporto da Madeira

Portugal tem um território não contínuo e essa condição, a bem da coesão nacional, deve levar-nos a um de dois caminhos: ou se subsidia rotas do continente para os nossos arquipélagos, ou se mantém uma companhia aérea de bandeira que assegure esse serviço, que deverá ser prioritário e de baixo custo. Essas ligações domésticas devem tomar um novo posicionamento na estratégia da TAP. Não faz sentido manter uma companhia aérea se não for para servir os portugueses. Se a TAP não serve os portugueses, então não serve para nada.

A fundação da TAP está directamente ligada ao desígnio nacional que foi a ligação de todo o império português. Com o fim do império resta-nos as nossas regiões autónomas no Atlântico Norte. Importa por isso pensar qual é o novo desígnio nacional.

A meu ver se a opção for salvar a companhia, então deverá ser necessário redimensionar a sua operação. A estratégia da TAP deverá passar pelos nossos arquipélagos, mas também pelo interesse empresarial e económico noutras latitudes. A par disso, temos a diáspora e a emigração portuguesa que também deverá ser servida. Tudo o resto deverá ser descartado. Com a recente aquisição de novos aviões, a frota mais antiga deverá ser vendida de modo a cingir a frota apenas à necessidade das rotas estratégicas.

O emagrecimento da TAP deverá ser feito em nome de uma maior sustentabilidade e enquadramento das reais necessidades dos portugueses. É vergonhoso que a Ryanair e a Easyjet forneçam uma melhor resposta nas ligações a São Miguel, à Terceira e à Madeira. O papel da TAP tem de ser servir o comum dos portugueses e não apenas as classes mais favorecidas. Não se pode manter uma companhia elitista com o dinheiro de todos.

Olhar para dentro

O nosso pensamento é uma actividade solitária em que aceitamos com naturalidade a construção que a vida nos proporciona. É ouvir-nos mesmo que mais ninguém oiça. É o mais íntimo dos lugares para onde fugimos e voltamos a seguir. É o último reduto daquilo que somos.