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Último Reduto

O pensamento é o meu refúgio, o último reduto daquilo que sou.

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O pensamento é o meu refúgio, o último reduto daquilo que sou.

Águas do Alto Minho

Quando comprei um pequeno refúgio no Alto Minho o fornecimento da água estava afecto à empresa municipal. No entanto, desde o dia 1 de Janeiro deste ano o serviço passou a ser prestado pela Águas do Alto Minho a sete dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo. Desde que esta empresa tomou conta dos serviços de abastecimento e saneamento de águas residuais que deixou de me chegar qualquer factura. A última chegou em Janeiro, referente ao mês de Dezembro, ainda emitida pela empresa municipal. Há oito meses que não vejo o serviço de água facturado.

Segundo responsáveis, a criação desta empresa detida em 51% pela Águas de Portugal e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira, resultou de “estudos de viabilidade económica e financeira”, portanto, com a necessidade de ganhar escala, “melhorar a qualidade do serviço (…) reduzir as perdas de água e atingir o cumprimento das licenças de descarga das Estações de Tratamento de Águas Residuais”, de forma a “melhorar a qualidade das massas de água da região”. Também argumentam com “a necessidade de aceder a fundos comunitários para investir na rede de abastecimento de água que se encontra bastante envelhecida”.

Para lá da necessidade deste país estar dependente de “estudos”, a necessidade de fundos comunitários atira logo a empresa para a falta de sustentabilidade económica. De outra forma não haveria a necessidade de se concorrer a fundos nem passarmos por mais um processo que atrai a corrupção e o desvio de dinheiros.

Como não sou caso único e esta falta de resposta é transversal a muitos clientes, questiono-me onde pára a fiscalização e a autoridade para intervir. No meu caso não há facturação desde Janeiro. A outros clientes em que a facturação ocorreu, a mesma foi processada de forma incorrecta com quantias avultadas, já para não falar em irregularidades logísticas e processuais. Não há resposta ao nível telefónico nem via correio electrónico. A última facturação da empresa municipal apenas se fez acompanhar de um folheto com a apresentação da nova empresa, tarifário, diversos contactos telefónicos em que ninguém atende, e localização de lojas que devido à pandemia permaneceram encerradas.

Eu compreendo a complexidade em agregar sete modos diferentes de facturar para um só sistema informático e os problemas na transferência das bases de dados e as incorrecções inerentes, mas as trapalhadas seriam evitadas se o processo tivesse começado mais cedo, e a sua conclusão com a transferência dos serviços apenas se tivesse dado quando todo o sistema estivesse preparado.