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Último Reduto

O pensamento é o meu refúgio, o último reduto daquilo que sou.

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Números de Abril

Oito dias antes do surto que surgiu em Vila Verde, quem passasse junto ao Santuário da Nossa Senhora do Alívio podia assistir à inconsciência colectiva de quem se aglomerava junto das roulotes de comes e bebes, sem o distanciamento que se exige e sem máscaras.

Três dias depois entrei num restaurante que fica numa aldeia pertencente a Guimarães. Estava completamente cheio, sem distanciamento entre as mesas pois nem sequer haviam retirado nenhuma de modo a cumprir as normas. Obviamente que optei por retirar-me. Fica numa freguesia onde agora também se fala na existência de um surto.

Portanto, chegámos a números de Abril, sem surpresas, pois infelizmente há muita gente que faz cuidado e que cumpre com a nova etiqueta, mas muitos mais são aqueles que revelam muita irracionalidade e pouco respeito, desacreditando a humanidade.

É também causa da minha vergonha alheia o facto de que após meio ano de pandemia, ainda haja uma imensa quantidade de pessoas que não sabe como usar a máscara, permanecendo com o nariz de fora.

Não quero pois continuar a martelar nos números que vão divulgando. Não me surpreendem! E como continuo a assistir ao ridículo, não tenho como encarar o futuro de maneira diferente. Estamos a revelar a nossa decadência.