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Último Reduto

O pensamento é o meu refúgio, o último reduto daquilo que sou.

Último Reduto

O pensamento é o meu refúgio, o último reduto daquilo que sou.

Para que tudo fique na mesma

Aquando das restrições pandémicas tudo se fez para que a economia não parasse – eu não parei – sem que contudo fosse também assegurado o direito ao lazer. Vivemos num modelo económico e social ultrapassado. A necessidade produtiva sobrepõe-se à necessidade humana de simplesmente viver. Este modelo idealiza longas jornadas produtivas e enclausuramento até nova jornada de trabalho.

A necessidade da redução do número de horas trabalhadas reside com a necessidade do aumento da qualidade de vida das pessoas, prevenindo o aparecimento de novas doenças ligadas ao stress e à depressão. Também contribui para maior dedicação à vida familiar, à cultura, ao lazer, enfim, a viver para viver e não a viver simplesmente para trabalhar. O bem-estar das pessoas deve estar sempre em primeiro lugar, contribuindo para o aumento da felicidade.

Ocorreu o necessário salto evolutivo desde a escravatura, pelo menos no que à legalidade diz respeito e ao que socialmente é aceite. O trabalho efectivamente foi valorizado, mas nunca houve tanto trabalho escravo e exploração humana como agora, e isso deveria dar que pensar.

O trabalho terá necessariamente de ser ainda mais valorizado, mas acima de tudo, as pessoas enquanto humanos terão de ser ainda mais valorizadas. Todos devíamos trabalhar para atingir a plenitude de maior felicidade e satisfação mas, em vez de se aproveitar esta nova realidade para uma ruptura e mudança civilizacional, tudo está a ser feito para que tudo fique na mesma.