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Último Reduto

O pensamento é o meu refúgio, o último reduto daquilo que sou.

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Prontos para a “bazuca”

A probabilidade de vir aí uma “pipa de massa” deixou este pacato país inquieto. Os abutres descaradamente chegam-se à frente nervosos e desavergonhados, tropeçando uns nos outros. O debate sobre a corrupção e o mau uso que tradicionalmente se dá aos dinheiros públicos não vai acabar. A prática não abrandou e continua bem presente. Exemplo disso é a derrapagem nas obras do antigo Hospital Militar de Belém.

Os indícios de derrapagem já há muito circulavam, mas só na passada semana o Governo, discretamente, confirmou que estavam estimados 750 mil euros para as obras e que a factura subiu até aos 2,6 milhões. Trata-se de uma derrapagem colossal, estranhamente sem reacções. A notícia surgiu discretamente e assim permanece. Com as distracções viradas para o Orçamento do Estado, deixando a oposição anestesiada, a comunicação social ocupada e o cidadão manso. Como não houve exposição, não há pressão para um maior alongamento nas informações. Não há simplesmente respostas e avança-se para uma auditoria, que se perderá no tempo, com conclusões dúbias, só para não se dizer que nada se fez.

A proposta do Governo para a alteração às regras da contratação pública de modo a agilizar as empreitadas e a atribuição dos fundos europeus foi considerado pelo Tribunal de Contas como facilitador à corrupção. Dias depois, o presidente do Tribunal de Contas não viu o seu mandato renovado. O momento em que isto ocorre pode querer dizer tudo ou não querer dizer nada, mas não deixa de levantar a suspeita. Pois afinal, não mudámos nada.