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Último Reduto

O pensamento é o meu refúgio, o último reduto daquilo que sou.

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Viver na mentira pandémica

Desde cedo que a pandemia do SARS-CoV-2 tem sido mantida a números, números esses que nos mantêm em luto permanente. Houve uma desvalorização inicial até que as Unidades de Cuidados Intensivos se enchessem e começassem a colapsar em Itália e em Espanha. Ora, com o problema a aproximar-se do Verão, os números que outrora serviam como indicativo, passaram a ser um instrumento de política económica, transformando-se com isso, numa mentira, numa manipulação, quando estamos a falar já na sobrevivência de economias ligadas ao turismo como o nosso Algarve.

Com os números aldrabados e com a manipulação descarada destes, passou-se a constituir listas negras para os viajantes de Verão de modo a redireccionar os turistas para onde mais interessar. Portugal falhou no que à diplomacia diz respeito porque não se apercebeu a tempo do jogo de interesses que se insurgia na Europa. E com isto encontrou-se mais um factor divisório entre os países europeus na disputa de interesses internacionais. Como é que a Grécia apresenta números tão favoráveis, onde existem campos de concentração com pessoas amontoadas? Pois essas não interessam, pelo que não fazem parte da estatística.

Estamos por isso na altura de estudar e procurar alternativas. Não podemos continuar a contar com os bifes nem com os turistas pé-de-chinelo. Todos os estudos que se fazem para prever futurismos económicos são ilusórios. Muitos deles baseiam-se numa saída soft do Reino Unido, quando para nós essa saída já se torna bem real. A decisão dos britânicos é brutal para o Algarve. O resultado será a miséria.

Começa-se a dar a imagem de que os infectados com libras são bem mais interessantes do que os infectados com euros. Essa ideologia algarvia de favorecer o mercado britânico ao mercado interno tem muito a ver com o dinheiro que se traz no bolso. Criou até um sentimento antinacional generalizado e de desprezo que leva a que muitos evitem o Algarve em retaliação. Devemos, no entanto, lembrar-nos de que esta política não é exclusiva do Algarve. O nosso país sempre tratou melhor os de fora do que os cá de dentro.